JUSTIÇA DO TRABALHO NÃO PERMITE CHINELO DE DEDOS

NOTA DO ADMINISTRADOR: Em princípio, só destacamos assuntos de interesse do direito militar. Mas a questão é tão séria e exige tanta reflexão que não podemos deixar de publicar (mesmo porque a Justiça é Pública). Este assunto foi objeto de matéria no noticiário local (Curitiba)das 19:00h do dia 21 de junho na Rede Globo. Trata-se de audiência que deixou de ser realizada na 3ª Vara do Trabalho
de Cascavel/PR, porque o reclamante, pessoa de poucas posses, "teve o desplante" de apresentar-se frente ao Meritíssimo Juiz... trajando chinelo de dedos. No entender de Sua Excelência, e como está registrado, o calçado usado é "incompatível com a dignidade do Poder Judiciário". Temos então que o pobre reclamante deverá voltar dia 14/08/2007 para nova audiência. Foi ouvido o "sem calçados" dizer, à TV, que comprará um par de sapatos se alguém lhe emprestar o dinheiro. Sem comentários. Na imagem ao lado, a ata da malsinada audiência

Sobre o Autor: JORGE CESAR DE ASSIS

Possui graduação em Direito pela Faculdade de Direito de Curitiba (1990) e graduação em Curso de Formação de Oficiais pela Academia Policial Militar do Guatupê (1977). Atualmente é integrante do cadastro de docentes da Escola Superior do Ministério Público da União, sócio fundador da Associação Internacional das Justiças Militares. É membro do Ministério Público da União, sendo Promotor da Justiça Militar lotado em Santa Maria - RS. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Militar. Palestrante e articulista assíduo.